Pular para o conteúdo principal

Leitura

Na segunda semana de Junho, realizei uma leitura, sugerida pelos coordenadores, muito relevante para o momento o qual a educação se encontra.
 Artigo: A reescrita remota de textos por alunos do ensino fundamental em tempos de pandemia.

Na leitura solicitada, os autores pesquisam em uma escola de rede pública estadual como a reescrita de textos está sendo administrada no período da pandemia, por meio do aplicativo Whatsapp, com alunos do 9° ano do ensino fundamental. 
Me chamou a atenção o fato de ser o mesmo perfil dos alunos que o subgrupo que faço parte está trabalhando. Além disso, o fato de que pelo Whatsapp a professora da escola analisada sugere mudanças para a reescrita textual, visto que, o aplicativo é muitas vezes visto como de uso pessoal e invasivo para atividades do trabalho, inclusive não é permitido na escola do subgrupo da profa Mércia. Sobre a plataforma, acredito que utilizada com cuidado pode trazer benefícios para os estudantes, já que é mais conhecida e os alunos têm mais familiaridade, assim como o texto mostra os resultados são positivos, pois os alunos conseguem seguir as orientações da professora.
 
Mais adiante, outro fato notório foi a citação dos estudos de Geraldi, o qual afirmou que os alunos produzem muito para o professor, que virá a ser o único leitor. No entanto, eu ainda não havia pensado que trabalhar o texto produzido em equipes, com o restante da turma pode influenciar os alunos a produzirem com mais empenho.

Outras discussões importantes tratadas giram em torno do ensino digital e suas consequências na educação, as quais serão mais graves do que esperado. Entretanto, o texto não romantiza o advento das tecnologias na educação e enfatiza que o modo atual não substitui o presencial, sendo apenas uma medida de emergência. Esse tópico é muito importante e como pibidiana e estudante devo concordar. Apesar de inúmeras tentativas para substituí-la, a sala de aula continua sendo essencial no aprendizado efetivo. As tecnologias atuais podem ajudar a potencializar alguns aspectos do ensino, mas ainda não substitui a prática presencial.

Portanto, a leitura foi de grande importância, espero poder contribuir com o grupo e com os estudantes com esses novos conhecimentos adquiridos sobre o direcionamento digital que o professor pode exercer no ensino remoto, não somente para reescrita de textos, mas também para outras atividades. Chego a conclusão que nada substitui a sala de aula, mas por enquanto precisamos de métodos que ajudem a mitigar o impacto desse período pandêmico na educação.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

5° acompanhamento das aulas

 No dia 17/05 participamos da aula, mais uma vez revisando os conteúdos para as provas, que seriam aplicadas dia 20/05. Cada equipe retomou um pouco do que foi dado durante as aulas anteriores e esclareceu algumas dúvidas restantes dos alunos. Eu e Lavinya iniciamos revisando o conceito de texto dissertativo argumentativo e logo depois apresentamos um jogo, o qual foi enviado para nós pela professora Mércia. Os estudantes não demonstravam muitas dúvidas durante a resposta do jogo, e ao final do partida esclarecemos as dúvidas que surgiram naturalmente. Alguns alunos se preocuparam com o fato de precisarem expor conhecimentos extratextuais nas dissertações argumentativas, assim como, o fato de necessitarem recordar dados, e nós os explicamos que se manter atualizado e bem informado é fundamental para a criação de textos dissertativos principalmente para os vestibulares e para o Enem. Além disso, tentei, por meio de exemplos, mostrá-los que é possível utilizar informações sobre conte...

Palestra PIBID e PRP como espaços de aprendizagem na e para a formação de professores

 Na quarta-feira (24/03), acompanhamos a palestra da professora doutora Suzana Barrios: PIBID e PRP como espaços de aprendizagem na e para a formação de professores.  Na palestra a professora levantou diversos temas relevantes e atuais quanto à formação dos professores, os quais farei, aqui, reflexões em torno de alguns. Em primeiro lugar, gostaria de atentar ao fato importantíssimo defendido pela Dra. no início do encontro de que a educação é um dever do Estado e direito de todos, mas não podemos deixá-la tornar-se mercadoria, a qual somente poucos tem acesso e devemos defender uma educação pública de qualidade para todos.  Dito isso, a palestra iniciou com uma discussão gerada pela seguinte tirinha de Calvin: A tira gerou a questão: a educação escolar prepara os alunos para o século XXI?  Nesse contexto a reflexão que fiz abordou principalmente o quesito de que preparar alunos para o século XXI é prepará-los para a competitividade do âmbito ...

Portucast (produções no Instagram e Youtube)

Nesta postagem estão presentes as produções publicadas no início de Setembro. Inicialmente, após uma reunião do subgrupo, descobrimos que no momento a escola estava sem internet e projetor disponíveis. No entanto, a professora disse que gostava de reproduzir música para eles em sala, por meio de um aparelho de som, disso surgiu a ideia de produzirmos um podcast, com o objetivo de estarmos, de certa forma, presentes em sala de aula. Para isso, o pibidiano Lucas e eu trabalhamos na temática de recursos ortográficos e utilizamos a perspectiva etnográfica para basear as explicações do assunto e exemplos que poderiam ajudar na compreensão, a partir da pesquisa etnográfica inicial que foi realizada no ínicio do projeto. Dessa maneira, foram incorporadas explicações sobre desvios ortográficos comuns que percebemos na escrita dos alunos e exemplos com músicas que eles disseram gostar de ouvir. Posteriormente, trabalhamos no roteiro e edição de áudio, o qual foi publicado tanto no Instagram, qu...